Com a injeção de 700 mil euros pelo banco alemão KfW, o Estado do Pará intensifica sua luta contra o desmatamento.
Na mais recente edição da Cúpula da Amazônia, em Belém, o Governo do Pará, por intermédio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), celebrou um pacto colaborativo para acelerar as iniciativas do Projeto “Realiza Pará”.
Esse projeto visa não apenas controlar o desmatamento, mas também, estimular a bioeconomia no estado.
O acordo, firmado pelo secretário da Semas, Mauro O’de Almeida, garante o adiantamento de 700 mil euros, do total de 13 milhões de euros, garantidos pelo banco de desenvolvimento alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).
O pacto foi oficializado durante o evento “GCF Task Force: Investimento social privado e perspectivas para a bioeconomia na Amazônia”, parte da programação da Cúpula da Amazônia.
O Projeto “Realiza Pará” foi selecionado em abril pelo banco KfW para ser beneficiário do Programa Fundo Floresta, iniciativa que visa apoiar estados da Amazônia brasileira em ações voltadas para a redução do desmatamento, conservação e uso sustentável dos recursos florestais.
A Semas estabeleceu o acordo com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), uma organização sem fins lucrativos atuante em projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
A parceria prevê a colaboração da FAS na atualização do “Realiza Pará” para a implementação a partir de 2023. O acordo abrange o prazo de seis meses.
O secretário Mauro O’de Almeida destacou que a implementação das ações do “Realiza Pará” será fundamental para atingir metas de redução de desmatamento e transição para uma economia de baixo carbono.
Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS, ressaltou a importância desse acordo de cooperação técnica, que marca uma etapa significativa no processo de formalização do Fundo Floresta.
O projeto “Realiza Pará” demonstra o protagonismo do estado na promoção da bioeconomia e na contenção do desmatamento. Aprovado após um processo de concorrência envolvendo diversos estados da região, o projeto coloca o Pará em destaque ao lado do Amazonas.
Esse investimento alemão permitirá que ações adiantadas do projeto sejam executadas no valor de 700 mil euros, durante um período de três a quatro meses, endereçando necessidades imediatas do estado e garantindo um começo eficaz das operações.




