Encontro reuniu também empreendedores e executivos para discutir formas de estimular o desenvolvimento da economia sustentável
Belém recebeu não apenas a Cúpula da Amazônia, mas também, um encontro de grande significado: líderes financeiros e empreendedores uniram forças para acelerar investimentos na economia sustentável.
Dentro dessa selva de oportunidades, até mesmo o caroço de açaí pode se transformar em riqueza.
Um empreendedor visionário, Marcel Campos, criou uma startup na cidade de Belém, capital do estado de Pará, que converte esse recurso em copos, tigelas e até materiais de construção.
Apesar de operar em escala modesta, o potencial é vasto. “Estamos determinados a estabelecer uma indústria aqui para promover emprego e crescimento. Enfrentamos obstáculos ao acessar crédito que se ajuste às nossas necessidades”, afirmou Campos ao Jornal Nacional, da Rede Globo.
Após a Cúpula da Amazônia, uma coalizão formada por bancos, organizações civis e governadores da região divulgou um relatório com sete recomendações para catalisar a bioeconomia, um conjunto de atividades que valoriza recursos renováveis e sustentáveis.
A Amazônia é um verdadeiro viveiro de exemplos de bioeconomia. De acordo com o BNDES, essa atividade pode movimentar mais de R$ 1,5 trilhão anualmente no Brasil. O desafio reside em acelerar essa jornada, construindo uma ligação sólida entre o setor financeiro, os governos e os empreendedores.
“Alinhar instituições públicas e privadas é crucial para combater a crise climática, desmatamento e desigualdade. Mobilizar recursos para impulsionar prosperidade, emprego e transformação nacional é a rota”, destacou Marcelo Furtado à Rede Globo, co-líder da Força-Tarefa Mercado de Natureza.
O grupo estimula investidores a assegurarem que as cadeias produtivas financiadas não estejam ligadas a crimes ambientais. Além disso, enfatiza que mercados, como o de alimentos, devem abraçar compromissos ambientais e sociais, garantindo benefícios econômicos para nações e comunidades que protegem a natureza.
“Devemos harmonizar produção e conservação. É possível percorrer esse caminho, que é a única solução para uma bioeconomia próspera para o Brasil, comunidades florestais e além”, ressaltou Luana Maia, gerente sênior da Nature Finance em entrevista ao Jornal nacional.
“A Amazônia possui um papel vital e, portanto, seu desenvolvimento deve ser estratégico, criterioso e respeitoso”, afirmou Almir Suruí, líder da etnia Paiter Suruí ao canal televisivo.




