Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) firmaram, em uma ação conjunta, uma carta de intenções na segunda-feira, 7 de agosto de 2023, com o objetivo de concretizar o Programa de Acesso ao Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Pequenos Empreendedores (Pró-Amazônia). Para este Projeto, está destinada a quantia de R$ 4,5 bilhões.
Com a visão de alavancar oportunidades de geração de emprego, renda e alternativas econômicas sustentáveis e inovadoras, o programa representa um esforço conjunto para impulsionar uma economia que esteja em harmonia com a preservação ambiental, de acordo com as palavras do ministro Aloizio Mercadante, do BNDES
Ele frisou a importância de pesquisas e produtos que fomentem a bioeconomia como parte integrante de manter a floresta em seu estado vital.
O início da disponibilização do crédito está condicionado à aprovação do programa pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao Executivo, e pelo Senado Federal.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, assegurou um processo transparente e rápido, prometendo que até o final de setembro ou no início de outubro, o portal da transparência para esses projetos estará ativo, possibilitando que cidadãos, imprensa e a sociedade civil possam acessar informações pertinentes.
A ministra enfatizou também o intuito de quebrar a polarização entre desenvolvimento e meio ambiente. Ela argumentou que o objetivo é atingir um desenvolvimento sustentável, buscando o equilíbrio entre esses dois pilares fundamentais.
Presente na cerimônia de assinatura do acordo em Belém, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, salientou a complexidade da tarefa de alterar o modelo de desenvolvimento, ressaltando ser primordial evitar investimentos que prejudiquem os serviços ecossistêmicos.
Nesse cenário, ela ressaltou a importância de reduzir o desmatamento por meio de ações que promovam um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
De acordo com Marina, a Amazônia tem espaço para várias atividades, desde um agronegócio com base sustentável até o turismo e o extrativismo, destacando especialmente a bioeconomia como um caminho promissor.




